Justiça

Desobediência judicial: zonas eleitorais ignoram ordem do STF e encerram votação antecipadamente

Relatos apontam que seções eleitorais em diversas capitais descumpriram determinação do ministro Cristiano Zanin para prorrogar o horário de votação.

Uma série de zonas eleitorais pelo país descumpriu a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que ordenava a prorrogação da votação por duas horas. Segundo apuração do jornalista Jamil Chade, do ICL Notícias, funcionários de seções em diferentes estados ignoraram a ordem judicial proferida pelo ministro Cristiano Zanin e encerraram o pleito antes do prazo estipulado.

Comunicações internas obtidas pela reportagem revelam que, mesmo cientes da decisão, mesários e responsáveis pelas seções optaram por manter as urnas desligadas. Em Porto Velho, uma orientação interna enviada aos funcionários foi taxativa: "urnas encerradas, não há mais o que fazer". Na capital de Rondônia, a maioria das escolas que serviam como locais de votação já havia fechado as portas no momento da ordem.

O cenário de desobediência se repetiu em outras regiões. Em São Paulo, relatos indicam que, após o encerramento das urnas, a decisão administrativa foi de não permitir a reabertura, com equipes iniciando a desmobilização das zonas eleitorais. Em Campina Grande, na Paraíba, a situação chegou ao ponto de as urnas serem fisicamente retiradas da Escola Feliz Araújo, impossibilitando qualquer continuidade do processo.

Em resumo

  • O STF determinou a prorrogação da votação por duas horas, mas a ordem foi ignorada em diversas localidades.
  • Mensagens internas confirmam que funcionários foram orientados a não reabrir urnas já encerradas.
  • Casos de descumprimento foram registrados em Porto Velho, São Paulo e Campina Grande.

Fonte: ICL Notícias

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