Aliados de Flávio Bolsonaro inflamam redes com teorias de fraude após decisão do STF
Coordenador de campanha e aliados do PL questionam prorrogação do horário de votação determinada por Cristiano Zanin, levantando suspeitas sem provas.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula, durante votação neste domingo - Eduardo Anizelli/Marlene Bergamo/Folhapress · Original e licença
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação em todo o país, desencadeou uma onda de ataques de aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha, classificou a medida como um "golpe judiciário" e uma "chicana administrativa".
A determinação do magistrado atendeu a um pedido da campanha do presidente Lula (PT), motivado por falhas no transporte público em capitais como Salvador e São Paulo, que dificultaram o acesso de eleitores às urnas. Curiosamente, a própria campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado a extensão do prazo em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando condições climáticas adversas.
Apesar do pedido próprio, figuras ligadas ao bolsonarismo aproveitaram o cenário para disseminar narrativas de fraude. Em uma transmissão ao vivo, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, ambos com mandados de prisão em aberto após condenações por tentativas de golpe em 2022, questionaram a lisura do pleito. O influenciador Pablo Marçal também endossou o discurso, afirmando que a decisão teria "cheiro de golpe".
O clima de tensão é alimentado por um histórico recente de ataques ao sistema eleitoral. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que prometeu indulto caso o filho seja eleito, cumpre pena de 27 anos de prisão justamente por ter articulado uma tentativa de impedir a posse de Lula após as eleições de 2022.
Em resumo
- O ministro Cristiano Zanin prorrogou o horário de votação devido a problemas no transporte público.
- A campanha de Flávio Bolsonaro, que também pediu extensão do prazo em algumas cidades, passou a atacar a decisão como um golpe.
- Aliados do PL, incluindo condenados pelo STF, utilizam as redes sociais para sugerir fraudes sem apresentar provas.
Fonte: Folha de S.Paulo

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