Política · Segurança

Denúncia aponta uso de blitze no Rio para coagir eleitores a declarar voto em Bolsonaro

Humorista divulga relato de mãe sobre filho que precisou fingir apoio ao candidato bolsonarista para conseguir passar por fiscalizações policiais e votar.

Foto: - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil · Original e licença

Uma grave denúncia de interferência no direito ao voto circula nas redes sociais neste domingo (25). O humorista Adalberto Neto tornou público o relato de uma mãe que afirma que seu filho, eleitor de Lula (PT), foi obrigado a declarar apoio ao candidato Jair Bolsonaro para conseguir atravessar blitze policiais na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, e chegar ao seu local de votação.

Segundo o áudio compartilhado pelo artista, o homem de 32 anos levava cerca de três horas e meia para realizar o trajeto entre a Tijuca e Campo Grande. Durante o percurso, ele teria sido submetido a três abordagens distintas. A mãe relata que, após o filho afirmar que votaria no candidato do PL, um policial teria colado um adesivo com o número 22 no para-brisa do veículo, garantindo que o carro não seria mais parado.

O relato aponta ainda um cenário de intimidação, com o jovem descrevendo a presença de armamento pesado e o impedimento de outros cidadãos que vestiam roupas vermelhas. A mãe afirmou que o filho só conseguiu concluir o trajeto e exercer seu direito ao voto após ceder à pressão dos agentes.

Adalberto Neto classificou a situação como uma tentativa de instrumentalização da Polícia Militar para manipular o pleito. O caso levanta preocupações sobre a liberdade de locomoção dos eleitores no dia da votação, prática que pode configurar crime eleitoral conforme as normas da Justiça Eleitoral.

Em resumo

  • Humorista denuncia que eleitor de Lula foi coagido em blitze no Rio de Janeiro.
  • Relato afirma que adesivo do número 22 foi usado para liberar a passagem do veículo.
  • Testemunha relata ter visto outras pessoas sendo impedidas de seguir viagem por policiais.
  • Denúncia aponta possível uso da força policial para interferir no fluxo de eleitores.

Fonte: Revista Fórum

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