Política

Com reeleição de Lula, Janja mantém protagonismo e influência no novo governo

Aliados do presidente reeleito confirmam que a primeira-dama continuará exercendo papel central nas decisões políticas e na estratégia digital do Planalto.

Foto: A primeira-dama Janja Lula da Silva durante reunião no Palácio do Planalto para tratar das bets no Brasil - Pedro Ladeira - 1º.set.26/Folhapress · Original e licença

Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (25), o cenário político aponta para a manutenção da influência de Rosângela da Silva, a Janja, no comando do país. Segundo aliados do petista, a primeira-dama deve seguir como uma peça-chave nas decisões presidenciais e na gestão da imagem do governo, especialmente no ambiente digital.

Descrita por ministros e parlamentares como a principal ponte de Lula com o mundo contemporâneo, Janja consolidou seu espaço ao longo do último mandato. Sua atuação vai além do cerimonial, abrangendo desde a articulação de indicações ministeriais — como as de Anielle Franco e Margareth Menezes — até a defesa de pautas prioritárias, como o combate ao feminicídio. Em outubro de 2025, essa relevância foi formalizada por um decreto que colocou o Gabinete Pessoal da Presidência à disposição da primeira-dama.

Embora a atuação de Janja tenha gerado debates internos e críticas pontuais durante a campanha eleitoral de 2026, petistas históricos garantem que não há qualquer sinalização de recuo por parte do presidente. A avaliação é de que, como militante engajada, ela continuará sendo a última conselheira a ouvir o presidente ao fim de cada dia.

Em resumo

  • Janja mantém papel central na estratégia digital e na agenda política de Lula para o novo mandato.
  • A primeira-dama possui histórico de influência em nomeações ministeriais e na defesa de pautas sociais.
  • Apesar de críticas internas sobre sua atuação na campanha, o presidente não sinaliza redução de seu protagonismo.
  • Decreto de 2025 oficializou o suporte do Gabinete Pessoal da Presidência às atividades da primeira-dama.

Fonte: Folha de S.Paulo

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