Lula projeta novo núcleo de poder e embate com o Congresso para o quarto mandato
Após reeleição, presidente Lula planeja reformulação ministerial, mudanças na economia e enfrentamento sobre emendas parlamentares e reforma do Judiciário.

Foto: Lula desfila em carro aberto no encerramento da campanha em São Paulo ao lado de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e de sua mulher, Janja Lula da Silva - Bruno Santos - 3.out.26/Folhapress · Original e licença
Após garantir a reeleição neste domingo (25), o presidente Lula (PT) prepara uma reestruturação profunda em seu núcleo de poder para o quarto mandato. O petista planeja reformular a equipe econômica e estabelecer uma nova dinâmica na chamada "cozinha do governo", visando maior profissionalização e eficácia na execução de suas propostas.
O cenário para os próximos anos apresenta desafios significativos. Com um Congresso de perfil conservador e fortalecido, o governo enfrentará dificuldades para aprovar pautas prioritárias. Entre as metas centrais de Lula estão a reforma do Judiciário — que inclui a defesa de mandatos para tribunais — e a retomada do controle sobre o Orçamento, atualmente sob forte influência das emendas parlamentares.
Para a articulação política, o nome do ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT), ganha força para assumir a Casa Civil. A escolha reflete a busca por uma coordenação mais robusta na Esplanada. Enquanto isso, o ex-ministro Fernando Haddad, embora tenha sofrido um revés na disputa pelo governo de São Paulo, permanece como um interlocutor próximo, mantendo-se no radar para cargos de relevância.
O governo também sinaliza uma mudança de postura em relação ao financiamento de campanhas, com Lula defendendo o fim dos fundos partidário e eleitoral. Além disso, o presidente prometeu utilizar recursos das emendas parlamentares para viabilizar o passe livre no transporte público aos finais de semana, uma medida que promete acirrar a disputa com o Legislativo.
Em resumo
- Lula planeja reformular a equipe econômica e o núcleo de poder para o quarto mandato.
- Camilo Santana é o principal cotado para a Casa Civil, visando fortalecer a articulação política.
- O governo pretende enfrentar o "sequestro do Orçamento" e buscar reformas no Judiciário.
- Medidas como o passe livre e a expansão do programa Pé de Meia estão entre as promessas de campanha que devem impactar a gestão fiscal.
Fonte: Folha de S.Paulo

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