Política · Justiça

Presidente do TSE garante que extensão do horário de votação não afetou resultado das urnas

Kassio Nunes Marques esclarece que a decisão inédita de prorrogar a votação até as 19h não impactou a vitória de Lula no segundo turno.

Foto: Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Reprodução · Original e licença

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, assegurou neste domingo (25) que a decisão judicial que estendeu o horário de votação até as 19h em determinadas seções não interferiu no resultado final do segundo turno, que confirmou a vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).

A medida, considerada inédita, foi tomada em conjunto com o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o recebimento de demandas por volta das 15h30. Segundo o presidente do TSE, a decisão foi adotada após consultas técnicas com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e prefeituras, visando garantir o direito ao voto, embora tenha reconhecido a ausência de norma prévia para tal extensão.

Para assegurar a integridade do processo, o TSE bloqueou o recebimento dos boletins de urna até o encerramento total da votação. Kassio destacou que a medida foi bem-sucedida e evitou que informações fossem acessadas por servidores ou integrantes do tribunal enquanto eleitores ainda participavam do pleito.

Os dados oficiais apontam que, com 99,9% das seções apuradas, mais de 128 milhões de eleitores compareceram às urnas. A abstenção foi de 19,21%, um índice inferior aos 21,08% registrados no primeiro turno. Do total de 499.248 urnas utilizadas, apenas 1.551 precisaram ser substituídas, o que representa 0,31% do contingente.

Em resumo

  • A prorrogação do horário de votação não alterou o resultado da eleição presidencial.
  • O TSE bloqueou boletins de urna para evitar vazamento de dados antes do fim da votação.
  • A abstenção no segundo turno foi de 19,21%, menor que a do primeiro turno.
  • O índice de substituição de urnas foi de apenas 0,31%.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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