Lula articula montagem de novo ministério com foco em aliados e nomes de centro
Após reeleição, presidente Lula inicia desenho do primeiro escalão para o quarto mandato, equilibrando lealdade partidária e necessidade de diálogo com o Congresso.

Foto: O presidente Lula durante reunião no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 1.set.26/Folhapress · Original e licença
Com a vitória consolidada nas urnas neste domingo, o presidente Lula (PT) já iniciou as movimentações para estruturar o primeiro escalão de seu quarto mandato, que terá início em 2027. Segundo apuração da Folha, o petista planeja uma mescla entre a manutenção de ministros que demonstraram lealdade e o resgate de aliados que não tiveram sucesso nas disputas eleitorais recentes.
A montagem da equipe ocorre em um cenário de desafio legislativo, com a necessidade de atrair legendas de centro — como MDB, PSD, União Brasil e PP — para garantir governabilidade diante de um Congresso Nacional com perfil mais conservador. Entre os nomes ventilados para essa articulação, destaca-se o senador Helder Barbalho (MDB-PA).
No núcleo de confiança do presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) surge como peça-chave para a área econômica, repetindo a estratégia de valorização do vice. Para a Casa Civil, o senador Camilo Santana (PT-CE) desponta como favorito, consolidado após o sucesso eleitoral no Ceará e sua atuação direta na campanha presidencial.
Outros nomes do PT, mesmo após derrotas nas urnas, seguem cotados para pastas de prestígio devido à proximidade com Lula. É o caso de Fernando Haddad, que pode assumir a Justiça, e da deputada Gleisi Hoffmann. Já ministros como Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Alexandre Padilha (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho) são vistos como quadros que devem permanecer no governo, após terem atendido ao pedido do presidente para não disputarem as eleições deste ano.
Em resumo
- Lula busca equilibrar nomes de confiança e a necessidade de ampliar a base aliada com partidos de centro.
- Camilo Santana é o principal cotado para a Casa Civil, enquanto Alckmin deve ocupar pasta na área econômica.
- Ministros que abriram mão de candidaturas a pedido do presidente, como Boulos e Padilha, devem ser mantidos.
- O governo planeja atrair legendas como MDB e PSD para enfrentar a composição do novo Congresso.
Fonte: Folha de S.Paulo

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