Política · Justiça

Fim da linha: Flávio Bolsonaro perde foro privilegiado e enfrenta cerco da PF

Após 24 anos ocupando cargos públicos, o senador Flávio Bolsonaro deixará o Congresso em 2027, perdendo a proteção do foro em meio a investigações no STF.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: REUTERS/Brian Snyder · Original e licença

O cenário político brasileiro passará por uma mudança significativa em fevereiro de 2027, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixará o Congresso Nacional. Com o fim de seu mandato, o parlamentar perderá o foro privilegiado, encerrando um ciclo de 24 anos ininterruptos em cargos públicos, trajetória iniciada em 2003 na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A saída do Legislativo ocorre em um momento de alta pressão jurídica. O senador é alvo de duas investigações conduzidas pela Polícia Federal que tramitam sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro inquérito, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A PF investiga a relação do parlamentar com o advogado Willer Tomaz, suspeitando que o senador seria o "usuário master" de uma conta bancária vinculada a uma empresa do advogado, o que ambos negam.

Paralelamente, o ministro André Mendonça conduz uma investigação sobre movimentações financeiras suspeitas envolvendo a produção do filme Dark Horse. O foco dos investigadores recai sobre a origem e o destino de R$ 64 milhões transferidos pelo empresário Daniel Vorcaro para o projeto. Com a perda da imunidade parlamentar em 31 de janeiro de 2027, o senador ficará em uma situação de maior vulnerabilidade diante do avanço dessas apurações.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro encerra 24 anos de vida pública em fevereiro de 2027.
  • O senador perde o foro privilegiado e passa a responder a investigações na justiça comum.
  • A PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.
  • Um segundo inquérito investiga R$ 64 milhões destinados à produção de um longa-metragem.

Fonte: Brasil 247

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