Como a tecnologia chinesa está liderando a transição energética global
Especialistas reunidos em Beijing destacam o papel da China na integração de finanças verdes e tecnologias digitais para impulsionar o desenvolvimento sustentável.

Foto: (Multimídia) Observatório Econômico: Finanças verdes da China ajudam a impulsionar transição global de baixo carbono · Original e licença
A integração entre tecnologias digitais e finanças verdes na China tem se consolidado como um motor fundamental para a transição energética global. O tema foi o centro dos debates na Conferência Anual 2026 do Fórum da Rua Financeira, em Beijing, que reuniu lideranças internacionais para discutir caminhos para um desenvolvimento econômico mais sustentável e inclusivo.
Ma Jun, presidente do Instituto de Finanças e Sustentabilidade, destacou que o mercado chinês de finanças verdes cresceu exponencialmente nos últimos anos. Segundo ele, a união entre o setor financeiro e a inovação digital tem aberto novas frentes para investimentos transfronteiriços, facilitando a aplicação de recursos em projetos de baixo carbono ao redor do mundo.
Os números reforçam o protagonismo chinês no setor. No primeiro semestre de 2026, a capacidade instalada de geração de energia renovável no país alcançou 2,455 bilhões de quilowatts, correspondendo a 60,7% da matriz energética nacional. Além disso, a China mantém a liderança global na produção e venda de veículos de nova energia há 11 anos consecutivos.
A estratégia chinesa também se reflete no mercado de carbono, cujo volume acumulado de negociações já superou a marca de 1 bilhão de toneladas. Esse mecanismo tem servido de referência para outros países, conforme apontou Charles Bowman, copresidente da Força-Tarefa de Finanças Verdes Reino Unido-China, ao ressaltar que a cooperação internacional é vital para a conservação da biodiversidade e a transformação econômica.
Para o futuro, o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) da China estabelece metas ambiciosas para a expansão de serviços financeiros verdes. A expectativa é que o uso de ferramentas como inteligência artificial e big data continue a otimizar a governança ambiental e a direcionar investimentos para áreas com maior necessidade de adaptação climática.
Em resumo
- A China atingiu 2,455 bilhões de quilowatts em capacidade de energia renovável no primeiro semestre de 2026.
- O mercado nacional de carbono do país superou 1 bilhão de toneladas em volume de negociações.
- O 15º Plano Quinquenal chinês prioriza a expansão de produtos financeiros voltados à sustentabilidade.
Fonte: Brasil 247

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