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Após derrota de seu aliado, Ricardo Nunes reconhece resultado e evita citar Lula

Prefeito de São Paulo, que apoiou Flávio Bolsonaro, divulgou nota sobre o novo governo em meio a investigações por assédio eleitoral.

Foto: O governador Tarcisio de Freitas, Flávio Bolsonaro e prefeito Ricardo Nunes, durante a Marcha para Jesus, na avenida Tiradentes, ligação entre o centro e a zona norte de São Paulo - Eduardo Knapp - 4.jun.2026/Folhapress · Original e licença

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou-se nesta segunda-feira (26) sobre o desfecho das eleições presidenciais. Em nota oficial, o gestor reconheceu o encerramento do pleito e expressou o desejo de que o novo governo "acerte e recupere a economia", sem mencionar nominalmente o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nunes foi um dos principais articuladores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na capital paulista, tendo viajado a Brasília para acompanhar a apuração dos votos ao lado do candidato derrotado e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A postura do prefeito, contudo, destoa da adotada por Flávio, que questionou o resultado das urnas e sinalizou intenção de pedir a anulação do pleito.

A atuação de Nunes na campanha foi marcada por polêmicas. O prefeito é alvo de apurações do Ministério Público do Trabalho sob suspeita de assédio eleitoral. Na última sexta-feira (23), a Justiça do Trabalho determinou que a Prefeitura de São Paulo se abstivesse de pressionar servidores para comparecer a atos políticos, após relatos de funcionários sobre supostas convocações sob ameaça de demissão.

Além das investigações, a gestão municipal enfrentou críticas do PT por ter restringido a oferta de transporte público no último domingo (25), dia da votação. Durante o segundo turno, Nunes foi peça-chave na mobilização de dirigentes do MDB em favor do bolsonarismo, após o partido ter adotado neutralidade na primeira etapa da disputa.

Em resumo

  • Ricardo Nunes reconheceu o fim das eleições e desejou sucesso econômico ao novo governo.
  • O prefeito apoiou ativamente a candidatura de Flávio Bolsonaro, acompanhando a apuração em Brasília.
  • A gestão municipal é investigada pelo Ministério Público do Trabalho por denúncias de assédio eleitoral contra servidores.
  • A Justiça do Trabalho proibiu a Prefeitura de pressionar funcionários a participarem de atos de campanha.

Fonte: Folha de S.Paulo

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