Gleisi Hoffmann celebra vitória de Lula e aponta derrota de forças externas e do bolsonarismo
Após o triunfo de Lula nas urnas, a deputada Gleisi Hoffmann destaca a resistência popular contra influências estrangeiras e o mercado, enquanto projeta os desafios de enfrentar a extrema direita no próximo mandato.

Foto: Gleisi Hoffmann Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados · Original e licença
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) comemorou o resultado das eleições presidenciais de 2026, nas quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu a reeleição com 51% dos votos, superando os 48% alcançados por Flávio Bolsonaro. Para a parlamentar, o desfecho do pleito simboliza uma vitória da soberania nacional e a capacidade de organização do campo progressista em barrar tentativas de interferência externa e pressões de setores econômicos.
Em suas redes sociais, a petista avaliou que o processo eleitoral foi marcado por uma disputa contra interesses que, segundo ela, tentaram manipular o rumo da campanha. A deputada mencionou que o mercado, grandes empresários e grupos ligados a milícias não obtiveram sucesso em seus objetivos. Ela também fez uma menção direta à atuação de empresas de tecnologia, afirmando que a Meta não conseguiu influenciar o resultado final, apesar das tentativas observadas durante a corrida eleitoral.
Apesar da celebração, Gleisi enfatizou que o governo Lula enfrentará um cenário de oposição aguerrida. A parlamentar descreveu o bolsonarismo como uma vertente do fascismo que não cessará suas investidas para desestabilizar as instituições e impor sua agenda no Congresso Nacional. Segundo a deputada, a gestão petista precisará manter uma conexão constante com a mobilização popular para garantir a defesa da democracia e dos direitos sociais.
O clima político brasileiro permanece sob o impacto de investigações sobre ataques ao Estado Democrático de Direito. O Supremo Tribunal Federal já proferiu condenações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 28 envolvidos em tramas golpistas, além de sentenciar mais de 1,4 mil pessoas pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Paralelamente, o debate sobre a segurança do voto foi reaquecido em julho de 2026, quando Flávio Bolsonaro questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas perante diplomatas, citando supostas fraudes que teriam envolvido a empresa Smartmatic.
No âmbito jurídico, o ministro Alexandre de Moraes encerrou, em setembro de 2026, um procedimento que apurava a conduta de ex-diretores da Polícia Rodoviária Federal. A investigação focava em suspeitas de que a corporação teria dificultado o transporte de eleitores durante o pleito de 2022. O arquivamento ocorreu após a Procuradoria-Geral da República entender que não havia elementos probatórios suficientes para sustentar uma denúncia criminal contra os antigos gestores da instituição.
Em resumo: - Lula venceu o segundo turno com 51% dos votos contra 48% de Flávio Bolsonaro. - Gleisi Hoffmann celebrou a derrota de influências externas e do mercado na eleição. - A deputada alertou para a necessidade de mobilização popular contínua contra a extrema direita. - O STF arquivou investigação sobre ex-diretores da PRF por falta de provas de obstrução eleitoral em 2022.
Fonte: Brasil 247

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