Diplomatas bolsonaristas tentaram criar 'plano de fuga' no Itamaraty após ameaças de Eduardo Bolsonaro
Servidores alinhados ao bolsonarismo articularam programa de demissão voluntária no Itamaraty, mas proposta deve ser engavetada com a reeleição de Lula.

Foto: Palácio do Itamaraty Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil · Original e licença
Em um movimento de antecipação política, diplomatas alinhados ao bolsonarismo circularam, na última semana, uma minuta propondo um programa de demissão voluntária para servidores do Itamaraty. A iniciativa, revelada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, surgiu como uma resposta direta às ameaças do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que prometeu realizar uma "faxina" no ministério caso o campo político de seu pai retornasse ao poder.
O documento, que tomou como referência modelos de desligamento utilizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), visava oferecer benefícios para que funcionários de carreira deixassem a pasta. A estratégia buscava incentivar a saída de profissionais que, segundo o filho do ex-presidente, teriam atuado contra a gestão anterior. O texto circulou nos bastidores antes mesmo da definição do pleito presidencial.
Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada no último domingo (25), a tendência é que a proposta seja completamente descartada. A mudança no cenário político nacional esvaziou a articulação, gerando ironias entre diplomatas da atual gestão, que compararam a precipitação dos colegas a erros históricos de governos passados.
Em resumo
- Diplomatas bolsonaristas articularam um plano de demissão voluntária no Itamaraty.
- A medida foi motivada por ameaças de "faxina" feitas por Eduardo Bolsonaro.
- A proposta, baseada em modelos da ONU, deve ser abandonada após a vitória de Lula.
Fonte: Brasil 247

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