Política · Justiça

Lula abre diálogo com cúpula do Legislativo para costurar base do novo mandato

Presidente eleito inicia articulações com Hugo Motta e Davi Alcolumbre visando governabilidade e composição de forças no Congresso a partir de 2027.

Foto: Davi Alcolumbre e Lula Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença

O presidente eleito Lula (PT) deu o pontapé inicial nas articulações para garantir a governabilidade de seu quarto mandato. Em uma reunião de duas horas realizada no Palácio da Alvorada na última segunda-feira (26), o petista recebeu os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O encontro marca o início da estratégia para construir uma base sólida no Congresso a partir de 2027. Embora Motta e Alcolumbre tenham mantido diálogo com o Planalto durante a campanha, ambos buscam agora o respaldo do governo para suas respectivas reeleições ao comando das Casas Legislativas, previstas para fevereiro do próximo ano. Motta afirmou que o objetivo é reafirmar o compromisso de harmonia entre os Poderes.

Apesar da disposição ao diálogo, a adesão formal dos partidos do centrão ainda é incerta e depende de negociações com as cúpulas das legendas. No PP, por exemplo, a postura é de divisão: enquanto a senadora Tereza Cristina defende uma atuação de oposição, o senador eleito Arthur Lira prega a necessidade de diálogo e responsabilidade.

Para fortalecer a articulação, ganha força nos bastidores a possibilidade de o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre após resistências parlamentares ao nome de Jorge Messias, atual advogado-geral da União.

Em resumo

  • Lula iniciou conversas com Hugo Motta e Davi Alcolumbre para viabilizar a governabilidade do próximo mandato.
  • Lideranças do Legislativo buscam apoio do governo para se manterem no comando da Câmara e do Senado em 2027.
  • Partidos como PP apresentam divisões internas sobre a postura a ser adotada frente ao novo governo.
  • A indicação de Rodrigo Pacheco ao STF surge como alternativa para pacificar a relação com o Senado.

Fonte: Brasil 247

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