Política · Segurança

Cúpula da Polícia Federal deve passar por reformulação estratégica após reeleição

Quatro nomes de confiança da direção da PF foram selecionados para postos no exterior, em processo que aguarda aval do presidente Lula.

Foto: Polícia Federal Crédito: Divulgação/Arquivo/PF · Original e licença

A Polícia Federal prepara uma reestruturação em sua cúpula administrativa. Três diretores e a chefe de gabinete do diretor-geral, Andrei Rodrigues, foram selecionados para assumir funções diplomáticas e de cooperação policial no exterior. As movimentações, que ainda aguardam a publicação no Diário Oficial da União e o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrem logo após a confirmação da reeleição do petista.

Segundo apuração do jornalista Eli Jonas Maia, da CNN Brasil, os nomes passaram por um processo seletivo interno iniciado ainda no começo deste ano. Entre os indicados para as adidâncias policiais estão Felipe Seixas, atual diretor de Cooperação Internacional, cotado para a Áustria; Humberto Freire, da Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente, indicado para a Espanha; e André Luis Carmo, diretor de Administração e Logística, aprovado para a Alemanha. Além deles, Bianca Murad, chefe de gabinete de Rodrigues, deve assumir a representação da PF junto à Europol, nos Países Baixos.

Embora as mudanças coincidam com o período pós-eleitoral, fontes internas da corporação sustentam que a renovação faz parte da dinâmica administrativa natural da instituição. A expectativa é que o cronograma de transição possa ser ajustado para garantir a continuidade das atividades estratégicas e permitir que a direção-geral organize as substituições nos cargos que ficarão vagos.

Em resumo

  • Três diretores e a chefe de gabinete de Andrei Rodrigues foram selecionados para postos no exterior.
  • As indicações incluem adidâncias na Áustria, Espanha e Alemanha, além de representação na Europol.
  • A efetivação das mudanças depende de publicação no Diário Oficial e autorização presidencial.
  • A PF nega relação entre as trocas e o resultado das eleições, classificando o processo como rotina administrativa.

Fonte: Brasil 247

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