Governo Lula articula força-tarefa no Congresso para destravar pautas antes de 2027
Base governista busca acelerar votações estratégicas, incluindo a PEC da Segurança Pública e a indicação ao STF, para garantir governabilidade antes da nova legislatura.

Foto: Paulo Paim, Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Lula e Carlos Veras Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença
Com o objetivo de consolidar promessas de campanha e assegurar o controle das engrenagens legislativas, a base aliada do presidente Lula (PT) iniciou uma ofensiva para acelerar votações cruciais no Congresso Nacional até o início de janeiro de 2027. Segundo informações divulgadas pelo G1, a estratégia visa antecipar decisões antes que a nova composição parlamentar, com maior presença da oposição, assuma o comando das Casas.
O Palácio do Planalto trabalha para garantir a eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no Senado. A articulação envolve a oferta de cargos e a liberação de emendas, em um movimento desenhado para conter o avanço do PL e de nomes como o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Entre as prioridades, destaca-se a PEC da Segurança Pública, essencial para a criação do novo Ministério da Segurança Pública. O governo também busca destravar a indicação para a vaga de ministro do STF, aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O nome de Rodrigo Pacheco, atual integrante do TCU, ganha força nos bastidores por sua alta receptividade entre os senadores, superando resistências anteriores enfrentadas pelo Executivo.
A agenda econômica também está no radar, com a necessidade de ajustes fiscais para viabilizar compromissos assumidos. Paralelamente, o centrão aproveita o período para pautar temas próprios, como a reforma do Judiciário — incluindo a exigência de 54 votos para processos de impeachment contra ministros do STF — e mudanças no sistema eleitoral para conter o crescimento de legendas como o PL.
Em resumo
- Governo busca aprovar PEC da Segurança Pública e definir nome para o STF até o início de 2027.
- Planalto articula apoio para Hugo Motta na Câmara e Davi Alcolumbre no Senado.
- Rodrigo Pacheco é cotado como nome de consenso para a Suprema Corte.
- Centrão pressiona por mudanças no sistema eleitoral e na Lei do Impeachment.
Fonte: Brasil 247

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