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Planalto e Congresso buscam acelerar votações estratégicas antes da nova legislatura

Governo Lula e lideranças legislativas articulam aprovação de pautas como a PEC da Segurança e o Orçamento de 2027 para evitar entraves com a futura composição do Parlamento.

Foto: Davi Alcolumbre, Lula e Hugo Motta Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença

O governo federal, em conjunto com lideranças do Centrão, iniciou uma movimentação intensa para votar projetos fundamentais ainda nos meses finais de 2026. A estratégia visa garantir a aprovação de medidas prioritárias antes que a nova legislatura assuma em 2027, sob a avaliação de que o fortalecimento da oposição pode dificultar o avanço de pautas do Executivo no futuro próximo.

Entre os temas centrais da articulação estão a PEC da Segurança Pública, a indicação para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após a saída de Luís Roberto Barroso e a estruturação do Orçamento de 2027. Integrantes da base governista sustentam que o momento atual é oportuno para cumprir promessas de campanha e consolidar a sustentação política necessária para o próximo período.

A movimentação também impacta a sucessão nas presidências da Câmara e do Senado, previstas para fevereiro de 2027. Os atuais ocupantes dos cargos, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, mantêm proximidade com o Palácio do Planalto. A expectativa é que a liberação de emendas e a distribuição de espaços no governo ajudem a fortalecer essas candidaturas frente a possíveis nomes da direita, como o senador Rogério Marinho.

No que diz respeito ao Judiciário, o governo busca aproveitar a atual configuração do Senado para emplacar um novo ministro no STF. O nome de Rodrigo Pacheco, hoje no Tribunal de Contas da União, circula nos bastidores como uma alternativa que teria maior facilidade de aprovação. Paralelamente, parlamentares discutem uma possível reforma do Judiciário, que incluiria a criação de mandatos para ministros da Corte e alterações na Lei do Impeachment.

O Centrão, por sua vez, aproveita o cenário para impulsionar pautas próprias, como a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. Além disso, lideranças partidárias planejam debater mudanças nas regras eleitorais, avaliando modelos como o distrital misto, o distritão ou o retorno das coligações proporcionais, o que alteraria significativamente a dinâmica de representação política no país.

Em resumo: - Governo e Congresso articulam votações de peso antes da posse dos novos parlamentares em 2027. - PEC da Segurança, indicação ao STF e Orçamento de 2027 são as prioridades do Planalto. - Lideranças discutem mudanças no sistema eleitoral e a redução da maioridade penal para crimes hediondos.

Fonte: Brasil 247

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