Mobilização popular é a chave para aprofundar as conquistas do governo Lula
Após a vitória eleitoral, a articulista Deborah Bizarria defende que a base aliada deve manter a pressão por políticas de inclusão produtiva, proteção ambiental e ciência.

Foto: Público aguarda chegada do presidente Lula na avenida Paulista após reeleição do petista - Eduardo Knapp - 25.out.26/Folhapress · Original e licença
A vitória do presidente Lula nas urnas, consolidada após uma disputa acirrada, não encerra o papel da militância e dos movimentos sociais. Pelo contrário, a força da mobilização que garantiu o resultado nas urnas agora se volta para o desafio de sustentar e aprofundar as pautas que definiram a campanha, como o combate à pobreza, a preservação ambiental e o fortalecimento da ciência.
No campo social, o desafio é ir além do reajuste de 15,04% concedido ao Bolsa Família. A proposta é integrar a transferência de renda a uma estratégia robusta de inclusão produtiva. Isso significa que o acesso ao trabalho formal ou ao empreendedorismo precisa vir acompanhado de suporte real, como a oferta de creches e centros de cuidado para idosos, permitindo que as famílias alcancem autonomia financeira com segurança.
A articulista Deborah Bizarria aponta que o fomento ao empreendedorismo, por meio de iniciativas como o programa 'Acredita no Primeiro Passo' — criado em 2024 para o Cadastro Único — e a implementação do Pix MEI de até R$ 5 mil, deve ser acompanhado de perto. A ideia é que o Estado, em parceria com instituições como o Sebrae, ofereça suporte técnico e microcrédito, garantindo que o trabalhador tenha condições de crescer.
Outro ponto de atenção é a Política Nacional de Cuidados. Para que o governo cumpra suas promessas, é fundamental ampliar o atendimento infantil e os centros-dia para idosos, garantindo que os municípios tenham recursos para manter equipes e horários que viabilizem a vida laboral das famílias. Na área ambiental, a necessidade de coerência é urgente: o governo precisa conciliar a meta de descarbonização com os investimentos em petróleo e gás, estabelecendo critérios claros de avaliação de riscos e retornos.
Por fim, a manutenção do apoio político frente a um Congresso de oposição dependerá da capacidade da sociedade civil em organizar demandas e dar visibilidade às prioridades orçamentárias. A mobilização popular é vista como o motor necessário para enfrentar resistências e garantir que o orçamento público seja direcionado para o bem-estar da maioria.
Em resumo
- A base aliada deve atuar como fiscalizadora para garantir o cumprimento das promessas de campanha.
- Políticas de inclusão produtiva devem ser integradas a redes de apoio, como creches e cuidados para idosos.
- É necessário conciliar a agenda de descarbonização com os investimentos estatais em energia.
- A pressão popular é essencial para enfrentar a resistência do Congresso e priorizar investimentos sociais.
Fonte: Folha de S.Paulo

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.