Dino manda PF investigar interferência estrangeira e venda de minerais nas eleições
Supremo Tribunal Federal abre inquérito para apurar se houve influência externa no pleito de 2026 e se recursos estratégicos do país foram usados como moeda de troca política.

Foto: Flávio Dino. Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo · Original e licença
O ministro Flávio Dino, integrante da Suprema Corte, autorizou a Polícia Federal a iniciar uma investigação profunda sobre possíveis influências de potências estrangeiras no processo eleitoral brasileiro de 2026. A decisão, tomada nesta terça-feira, 27 de outubro, busca esclarecer se houve financiamento externo irregular, atuação coordenada de organizações internacionais ou manipulação deliberada de redes sociais para favorecer determinados grupos políticos.
Um dos pontos centrais da apuração envolve a suspeita de que o patrimônio mineral do Brasil tenha sido colocado na mesa de negociações políticas. O magistrado quer entender se houve promessas de acesso facilitado a terras raras e minerais críticos — essenciais para a indústria de tecnologia e defesa — em troca de suporte externo durante a campanha. O gatilho para essa frente de investigação foram falas de Flávio Bolsonaro, que, em março, durante um evento conservador nos Estados Unidos, sugeriu que o Brasil poderia suprir a demanda americana por esses insumos, reduzindo a dependência dos Estados Unidos em relação à China.
Além da questão geopolítica, a Polícia Federal foi orientada a esmiuçar o comportamento das plataformas digitais. O objetivo é identificar se houve o que o ministro classificou como assimetrias dolosas, ou seja, se os algoritmos das redes foram ajustados propositalmente para impulsionar ou derrubar candidaturas, distorcendo o debate público. A investigação deve cruzar dados financeiros e comunicações para verificar se houve articulação entre agentes nacionais e interesses estrangeiros.
Em resumo: - STF autoriza inquérito para apurar interferência estrangeira nas eleições de 2026. - Polícia Federal investiga se houve oferta de minerais estratégicos brasileiros em troca de apoio político internacional. - Decisão foca em manipulação algorítmica e financiamento externo de campanhas. - Apuração foi motivada por declarações de Flávio Bolsonaro sobre terras raras e geopolítica.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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