Confiança do consumidor ensaia reação, mas endividamento trava otimismo das famílias
Após cinco meses de queda, o Índice de Confiança do Consumidor da FGV subiu levemente em outubro, impulsionado por expectativas futuras, apesar da piora na avaliação do presente.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), interrompeu em outubro uma sequência de cinco meses de declínio. O indicador atingiu 84,7 pontos, um avanço modesto de 0,5 ponto na comparação com setembro. Apesar da leve alta, o patamar permanece abaixo dos 100 pontos, o que, pela metodologia da instituição, sinaliza que o pessimismo ainda predomina entre os brasileiros.
O resultado de outubro revela um cenário de contrastes. Enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 2,8 pontos, chegando a 88 pontos, a percepção sobre o momento atual seguiu na contramão. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,6 pontos, fixando-se em 81,4 pontos — o menor nível registrado desde março de 2025.
Segundo o economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, a melhora pontual no otimismo futuro não é suficiente para mascarar as dificuldades reais enfrentadas pelas famílias. O especialista aponta que o alto nível de endividamento e a inadimplência atuam como freios significativos para uma recuperação mais robusta do consumo no último trimestre do ano.
Em resumo
- O ICC subiu para 84,7 pontos em outubro, interrompendo cinco meses de quedas.
- O otimismo com o futuro cresceu, mas a avaliação da situação atual atingiu o menor nível desde março de 2025.
- O endividamento das famílias e a inadimplência continuam sendo os principais obstáculos para a confiança do consumidor.
Fonte: ICL Notícias

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