Política · Economia

Mercado financeiro inicia correção e dólar recua após turbulência pós-eleitoral

Após forte queda na véspera, ativos brasileiros ensaiam recuperação nesta terça-feira com o dólar em baixa e Ibovespa operando no campo positivo.

Foto: Imagem ilustrativa · Original e licença

O mercado financeiro brasileiro iniciou esta terça-feira (27) em um movimento de ajuste, após a forte volatilidade registrada na véspera. Por volta das 10h, o dólar comercial apresentava recuo de 1,02%, sendo negociado a R$ 5,348. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, abria em leve alta de 0,15%, alcançando 176.879 pontos.

A movimentação ocorre após o pregão de segunda-feira (26), marcado por uma reação negativa de investidores que apostavam na vitória da oposição. Com a reeleição do presidente Lula (PT) e a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL), o índice acionário brasileiro despencou 13,88%, atingindo o pior desempenho diário desde o início da pandemia, em março de 2020. O volume financeiro negociado na ocasião foi expressivo, chegando a R$ 84,2 bilhões.

Além da bolsa, as taxas de juros futuros também operam em queda, influenciadas pelo cancelamento de leilões do Tesouro Nacional. O contrato de DI para janeiro de 2029, por exemplo, recuou de 15,223% para 15,150%. No cenário externo, papéis de grandes bancos brasileiros, como Bradesco e Itaú Unibanco, e da Petrobras, ensaiam uma recuperação após as perdas acentuadas do dia anterior.

Em paralelo, o Banco Central divulgou o Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre de 2026. O documento aponta que, apesar de fatores de atenção como o endividamento e a inadimplência, não há riscos relevantes para a estabilidade financeira do país. O presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, tem agenda prevista para comentar o relatório.

Em resumo

  • O dólar recuou 1,02% e o Ibovespa abriu em alta de 0,15% nesta terça-feira.
  • O mercado passa por um ajuste após a queda de 13,88% do índice na segunda-feira, motivada pela reeleição de Lula.
  • Taxas de juros futuros recuaram após o Tesouro cancelar leilões de títulos.
  • O Banco Central afirmou não identificar riscos relevantes à estabilidade financeira nacional.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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