Política · Economia

O trunfo histórico de Lula para equilibrar as contas e baixar os juros

O economista Felipe Salto aponta que o histórico de superávits dos primeiros mandatos de Lula é a chave para o governo atual retomar a confiança do mercado e promover a queda das taxas de juros.

Foto: Crédito: Pedro França/Agência Senado · Original e licença

O economista Felipe Salto defende que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva detém as condições políticas e técnicas necessárias para promover a estabilização da dívida pública e, consequentemente, criar um cenário propício para a redução dos juros no Brasil.

Em análise recente, o especialista recordou que os dois primeiros mandatos do petista foram marcados por resultados fiscais robustos, com superávits primários que atingiram médias de 2,4% do PIB entre 2003 e 2006, e 1,9% entre 2007 e 2010. Segundo Salto, esse desempenho histórico demonstra que o atual governo possui a experiência necessária para conciliar o investimento em políticas sociais com a responsabilidade nas contas públicas.

O analista ponderou que a turbulência financeira observada logo após o segundo turno das eleições, quando o dólar registrou alta de quase 9% e os juros de longo prazo subiram mais de 2,3 pontos percentuais, foi fruto de uma combinação entre a frustração de investidores com o resultado das urnas e a incerteza sobre a condução da economia. Para ele, contudo, a ideia de que o governo abandonará o rigor fiscal é equivocada.

Salto argumenta que a retomada de uma trajetória fiscal previsível é o caminho para reduzir os prêmios de risco exigidos pelo mercado. O economista sustenta que, ao sinalizar compromisso com a sustentabilidade das contas, o governo conseguirá aliviar a pressão sobre os juros, favorecendo o investimento produtivo e o crescimento do país.

Em resumo: - O histórico de superávits primários nos mandatos anteriores de Lula serve como base para a credibilidade fiscal atual. - A estabilização da dívida pública é apontada como o fator determinante para a redução sustentável dos juros. - A volatilidade do mercado pós-eleição é vista como uma reação de incerteza que pode ser superada com sinais consistentes da equipe econômica.

Fonte: Brasil 247

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