Maior acionista privado da Petrobras ignora pânico do mercado e aposta na reeleição de Lula
Rajiv Jain, da GQG Partners, classifica a reação negativa da bolsa à vitória de Lula como desproporcional e reforça confiança nos fundamentos do Brasil.

Foto: Rajiv Jain, cofundador da GQG Partners, maior acionista privada da Petrobras, considera que a reação do mercado à reeleição de Lula abriu oportunidades para investidores de longo prazo Crédito: Divulgação · Original e licença
Enquanto o mercado financeiro reagiu com turbulência à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos maiores investidores internacionais do país decidiu seguir o caminho oposto. Rajiv Jain, cofundador da GQG Partners e maior acionista privado da Petrobras, afirmou que a queda recente dos ativos brasileiros é uma oportunidade de compra e classificou como um erro a decisão de vender ações do Brasil neste momento.
Em entrevista à Bloomberg, reproduzida pela Folha de S.Paulo, Jain destacou que a reação negativa dos investidores foi desproporcional. O executivo, que administra cerca de US$ 150 bilhões, ressaltou que o país continua oferecendo empresas com resultados financeiros sólidos e alta distribuição de dividendos. Para ele, os temores políticos costumam ser exagerados, já que os freios e contrapesos institucionais do Brasil seguem funcionando.
A confiança de Jain na economia brasileira é sustentada pelo sucesso da sua aposta na Petrobras. Desde 2022, quando a gestora aumentou sua participação na estatal em meio a incertezas sobre o retorno de Lula ao poder, os papéis da companhia acumularam um retorno superior a 285% em dólares, superando gigantes da tecnologia americana como Microsoft e Amazon.
O mercado brasileiro viveu um momento de forte estresse na última segunda-feira (26), com o Ibovespa registrando queda de 17% e acionando o circuit breaker, enquanto o real sofreu sua maior desvalorização em mais de duas décadas. A instabilidade foi alimentada por apostas frustradas de parte do mercado na eleição de Flávio Bolsonaro. No entanto, Jain mantém o Brasil como uma das principais posições de seu fundo de mercados emergentes, que detinha 14% de ativos brasileiros ao final de setembro.
Em resumo
- Rajiv Jain, da GQG Partners, considera a venda de ativos brasileiros um erro e vê oportunidade de lucro após a reeleição de Lula.
- O investidor aponta que a Petrobras rendeu mais de 285% desde 2022, superando grandes empresas de tecnologia dos EUA.
- Apesar da queda histórica do Ibovespa na segunda-feira (26), o executivo defende que os fundamentos econômicos do Brasil permanecem atrativos.
Fonte: Brasil 247

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