PF alertou sobre risco de fuga de Flávio Bolsonaro antes de viagem aos EUA
Polícia Federal solicitou apreensão de passaporte do senador Flávio Bolsonaro ao STF, citando risco de evasão do país após derrota eleitoral.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença
A Polícia Federal identificou um risco concreto de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixasse o Brasil para evitar o alcance de investigações. O alerta foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (25), logo após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.
Diante da manifestação da corporação, Moraes determinou o cancelamento dos passaportes nacionais do parlamentar e exigiu a entrega de documentos de outras nacionalidades. A intimação foi formalizada na segunda-feira (26). Contudo, na terça-feira (27), aliados confirmaram que o senador embarcou para os Estados Unidos acompanhado de sua esposa e filhas.
Para fundamentar o pedido de restrição, os investigadores utilizaram como precedente o caso do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e também investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro. Tomaz está fora do país desde agosto, mesmo após ter tido seus documentos cancelados por ordem judicial, o que, segundo a PF, demonstra a capacidade de permanência no exterior por tempo indeterminado.
A corporação também apontou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, mantém uma estrutura nos Estados Unidos que facilitaria uma estadia prolongada. A PF investiga, ainda, se recursos enviados por Daniel Vorcaro, do Banco Master, teriam financiado o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e custeado a permanência de Eduardo em solo americano.
Em resumo
- A PF solicitou ao STF a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro por risco de fuga.
- O ministro Alexandre de Moraes atendeu ao pedido e cancelou os documentos do senador.
- Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos na terça-feira (27), após a ordem judicial.
- A investigação apura possíveis conexões financeiras envolvendo o Banco Master e a família Bolsonaro.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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