Política

Para Boaventura de Sousa Santos, Lula alcançou dimensão histórica superior a Nelson Mandela

Em entrevista, o sociólogo português analisa a vitória de Lula em 2026 e destaca a singularidade da liderança do presidente brasileiro no cenário global.

Foto: Boaventura de Sousa Santos /Lula Crédito: Divulgação · Original e licença

Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2026, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos traçou um paralelo histórico sobre a trajetória do líder brasileiro. Em entrevista à TV 247, o intelectual afirmou que Lula atingiu uma dimensão política que, em sua avaliação, supera a do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela.

Para o sociólogo, a comparação fundamenta-se na capacidade de Lula de transformar vivências pessoais de pobreza e sofrimento em um projeto político de alcance nacional e internacional. Boaventura destacou a vitalidade do presidente, aos 81 anos, e sua habilidade em conectar-se com o eleitorado através de uma comunicação autêntica, que ele descreveu como algo que nunca tinha visto anteriormente.

O analista ressaltou que a eleição brasileira de 2026 enviou uma mensagem global sobre a possibilidade de derrotar movimentos de extrema direita por meio da participação democrática. Segundo ele, a trajetória de Lula confere ao Brasil um papel central no diálogo entre nações que buscam alternativas à hegemonia das potências ocidentais, especialmente no bloco dos BRICS.

Apesar do entusiasmo com o resultado, Boaventura lançou um alerta sobre o futuro das forças progressistas. Ele questionou como a esquerda brasileira poderá organizar-se após o ciclo de Lula, argumentando que lideranças carismáticas não possuem substitutos diretos. Para o sociólogo, o desafio agora é converter o capital político do presidente em estruturas de participação duradouras que garantam a continuidade do projeto coletivo.

Em resumo

  • Boaventura de Sousa Santos avalia que Lula superou a dimensão histórica de Nelson Mandela.
  • O sociólogo destaca a capacidade de mobilização e a autenticidade de Lula na campanha de 2026.
  • A vitória é vista como um marco global contra a extrema direita.
  • O intelectual aponta o desafio de renovação política para a esquerda após o atual mandato.

Fonte: Brasil 247

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