Alcolumbre articula perdão a Bolsonaro para garantir comando do Senado
Presidente do Senado busca apoio da direita para reeleição em 2027, propondo negociação sobre a situação penal do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foto: PL da dosimetria é anistia ao Bolsonaro; Alcolumbre - Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil · Original e licença
Em uma manobra para assegurar sua reeleição à presidência do Senado em fevereiro de 2027, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) estaria articulando uma estratégia que envolve a negociação de um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Raphael Di Cunto, da Folha de S.Paulo, o plano do senador consiste em oferecer uma saída para a situação penal do ex-presidente em troca de votos da bancada de direita e do fim da pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta, que ainda não foi formalizada, prevê dois caminhos principais: um indulto humanitário a ser concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou a aprovação de uma lei de anistia pelo Congresso Nacional. Aliados de Alcolumbre sugerem que a medida teria foco restrito à esfera penal, mantendo a inelegibilidade de Bolsonaro. O objetivo seria pacificar a relação com a oposição, especialmente no que diz respeito à blindagem de magistrados como Alexandre de Moraes.
A movimentação ocorre logo após o encontro de Alcolumbre com o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), realizado no Palácio da Alvorada em 26 de outubro. Embora o tema não tenha sido pautado na reunião, o cenário político ganha novos contornos com o apoio oficial da Federação União Progressista — composta por União Brasil e PP — à candidatura de Alcolumbre, consolidado após a vitória de Lula no segundo turno.
Apesar da articulação, o caminho para a reeleição de Alcolumbre enfrenta resistências internas, inclusive dentro de sua própria base, e depende de cálculos complexos sobre a constitucionalidade de eventuais perdões. Além disso, o Supremo Tribunal Federal mantém suspensa a aplicação da Lei 15.402/2026, que visava reduzir penas de condenados por atos golpistas, mantendo o impasse jurídico sobre o tema.
Em resumo
- Davi Alcolumbre busca apoio da direita para se reeleger presidente do Senado em 2027.
- A estratégia envolve negociar um indulto ou anistia para Jair Bolsonaro em troca de trégua política.
- O acordo incluiria o abandono de pedidos de impeachment contra ministros do STF.
- A Federação União Progressista já declarou apoio à permanência de Alcolumbre no cargo.
Fonte: Revista Fórum

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