Lula planeja renovação histórica no comando militar e deve encerrar ciclo da ditadura
Presidente avalia mudanças profundas na cúpula das Forças Armadas e no Ministério da Defesa para o início de seu quarto mandato, promovendo uma nova geração de oficiais.

Foto: Presidente Lula e comandantes das Forças Armadas Crédito: Ricardo Stuckert/PR · Original e licença
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma reestruturação estratégica na cúpula das Forças Armadas para o início de seu quarto mandato. A movimentação, que deve ser consolidada em janeiro, pode marcar um ponto de inflexão histórico: pela primeira vez desde a redemocratização, o comando do Exército, da Marinha e da Aeronáutica deverá ser ocupado por oficiais que iniciaram suas carreiras após o fim da ditadura militar, em 1985.
Segundo apuração do jornal O Globo, os atuais comandantes — o general Tomás Paiva (Exército), o brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno (Aeronáutica) e o almirante Marcos Sampaio Olsen (Marinha) — já sinalizaram internamente o desejo de deixar os postos. A renovação também deve alcançar o Ministério da Defesa, com a saída definitiva de José Múcio Monteiro, e pode incluir a transferência de Paiva para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A mudança geracional é evidente na trajetória dos atuais chefes militares, todos formados entre 1981 e 1982, sob o regime do general João Figueiredo. Em contrapartida, os nomes cotados para a sucessão concluíram sua formação a partir de 1985, durante o governo de José Sarney. Entre os possíveis sucessores no Exército, destaca-se o general Francisco Montenegro Júnior, atual chefe do Estado-Maior.
Para a sucessão de Múcio na Defesa, o presidente Lula deve manter a tradição de nomear um civil. Os nomes de Cinara Wagner Fredo, atual secretária-geral da pasta, e de Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, aparecem como os principais cotados para assumir o comando político da área.
Em resumo
- Lula planeja trocar o comando das três Forças Armadas e do Ministério da Defesa em janeiro.
- A nova cúpula militar será composta por oficiais formados após o fim da ditadura.
- O general Tomás Paiva é cotado para assumir o GSI, enquanto José Múcio deve deixar a Defesa.
- A definição dos novos nomes deve ocorrer ainda em outubro para garantir uma transição organizada.
Fonte: Brasil 247

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