Flávio Bolsonaro ignora ordem do STF e viaja aos EUA após escala na América do Sul
O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em voo privado rumo a Miami, descumprindo determinação judicial de entrega de passaportes.

Foto: O fugitivo Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL) embarcou nesta quarta-feira (28) em um voo privado com destino a Miami, nos Estados Unidos, ignorando uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenava a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do país.
Acompanhado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e de suas duas filhas, o parlamentar iniciou o trajeto na noite de terça-feira (27), cruzando a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na Argentina. De lá, o grupo seguiu para Guayaquil, no Equador, onde embarcou em uma aeronave Gulfstream G400 com destino à Flórida.
A Polícia Federal havia alertado o STF sobre o risco iminente de fuga, citando o poder econômico do senador e a existência de estruturas no exterior que facilitariam uma estadia prolongada. O pedido da corporação foi fundamentado em investigações que apuram suposta lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, em um caso que tramita sob sigilo e apura conexões com casas de apostas.
Em decisão recente, Moraes ordenou o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador, incluindo os diplomáticos, e exigiu a entrega do documento italiano obtido por ele em 2023. Antes de deixar o território nacional, Flávio Bolsonaro contestou a medida judicial, classificando a decisão como injusta e negando intenções de deixar o Brasil.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro viajou aos EUA em voo privado após cruzar a fronteira terrestre com a Argentina.
- O senador descumpriu ordem do STF que exigia a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do país.
- A Polícia Federal apontou risco de fuga em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro.
- O Departamento de Estado dos EUA confirmou a concessão de vistos para o grupo.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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