Flávio Bolsonaro chega ao Equador após cruzar fronteira argentina em fuga
Senador Flávio Bolsonaro desembarca em Guayaquil após deixar o Brasil, ignorando decisão do STF que proibia sua saída do país e determinava entrega de passaporte.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou na manhã desta quarta-feira (28) na cidade de Guayaquil, no Equador, acompanhado de sua família. O deslocamento ocorre em um momento de tensão jurídica, logo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter negado ao parlamentar autorização para viagens internacionais e ordenado o recolhimento de seu passaporte.
A família, composta pelo senador, sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e suas duas filhas, entrou na Argentina por via terrestre na noite de terça-feira (27), atravessando a Ponte Internacional Tancredo Neves. De acordo com a Direção Nacional de Migração argentina, não havia, naquele momento, registros de mandados de prisão ou impedimentos legais no sistema que bloqueassem a passagem do grupo.
A logística da viagem incluiu o uso de uma van da empresa Dallas Travel Turismo LTDA, escoltada até o aeroporto de Puerto Iguazú, de onde a família partiu em um jato Gulfstream G400, operado pela Baires Fly SA. A presença do estrategista argentino Santiago Caputo na região de Misiones durante a operação gerou especulações sobre um possível apoio logístico, embora o governo de Javier Milei negue qualquer envolvimento oficial.
Caputo utilizou as redes sociais para ironizar a cobertura da imprensa sobre o caso, classificando as reportagens como um dos maiores fiascos da história do jornalismo. Enquanto isso, veículos da imprensa americana indicam que o governo de Donald Trump estaria ciente dos planos do senador, sinalizando uma possível acolhida sob a justificativa de que o grupo seria composto por "pessoas decentes".
Em resumo
- Flávio Bolsonaro ignorou decisão do STF e deixou o Brasil rumo ao Equador.
- A família cruzou a fronteira argentina por terra antes de seguir viagem em jato privado.
- O governo argentino negou participação oficial na operação de saída do parlamentar.
- Relatos apontam que o governo Trump estaria monitorando e sinalizando receptividade ao senador.
Fonte: Brasil 247

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