PF investiga se jato de aliado levou Flávio Bolsonaro para fora do país
Polícia Federal apura possível rota de fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos utilizando aeronave de Willer Tomaz após ordem de entrega de passaportes.

Foto: - Flávio Bolsonaro em campanha e com Willer Tomaz em safari na África e em encontro íntimo (Vittor Sales Divulgação campanha / Reprodução DPF) · Original e licença
A Polícia Federal investiga a suspeita de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha utilizado um jato pertencente ao advogado Willer Tomaz para deixar o Brasil. Segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a aeronave decolou de Brasília rumo à Argentina poucas horas antes do prazo estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que o parlamentar entregasse seus passaportes.
O jato, um Cessna 560XL de prefixo PR-AAA, partiu de um hangar da empresa de Tomaz na capital federal na última terça-feira (27), às 5h05, com destino a San Fernando, na região de Buenos Aires. A PF trabalha com a hipótese de que a Argentina, governada pelo aliado Javier Milei, tenha servido como escala estratégica para o senador seguir viagem rumo aos Estados Unidos.
A decisão de apreender os documentos de Flávio Bolsonaro foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, atendendo a um pedido da PF que apontou "risco concreto" de fuga. A investigação, que tramita no STF devido ao foro privilegiado do senador, apura supostos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas. O inquérito destaca que Willer Tomaz, também investigado, entrou nos EUA em agosto e não possui registro oficial de retorno ao Brasil.
Em resumo
- A PF investiga se Flávio Bolsonaro usou um jato de Willer Tomaz para sair do país via Argentina.
- A aeronave decolou de Brasília pouco antes do prazo para a entrega dos passaportes do senador ao STF.
- O ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos documentos citando risco de fuga.
- A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligadas a empresas de apostas.
Fonte: Revista Fórum

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