Política · Segurança

Prefeitura de Tacuru afasta servidor que ameaçou envenenar água de indígenas

Após áudio com ameaças circular no dia da eleição, prefeito de Tacuru confirma afastamento de funcionário e Polícia Federal investiga o caso.

Foto: Entrada de Tacuru. Foto: Reprodução · Original e licença

A Prefeitura de Tacuru, em Mato Grosso do Sul, confirmou nesta segunda-feira o afastamento de um servidor municipal identificado como o autor de um áudio que sugeria o envenenamento da água consumida por indígenas da Aldeia Sassoró. O caso, que ganhou repercussão após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, está sendo investigado pela Polícia Federal.

O prefeito Rogério Torquetti (PSDB) informou, por meio de vídeo, que o funcionário atuava no setor de infraestrutura, operando caminhões-caçamba, e não possuía atribuições ligadas ao abastecimento de água. Além do afastamento imediato, a administração municipal instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do servidor.

A denúncia foi levada ao conhecimento do Ministério dos Povos Indígenas, que acionou a Polícia Federal para verificar a autenticidade das gravações e identificar os responsáveis. Até o momento, não há qualquer evidência de contaminação na água da comunidade. O ministro Eloy Terena ressaltou que medidas preventivas foram solicitadas para garantir a segurança dos moradores da aldeia.

O cacique e vereador Ivan Montiel afirmou que a comunidade buscará a responsabilização criminal e cível dos envolvidos, repudiando as ameaças. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) também tem monitorado denúncias de violência e racismo contra comunidades no estado.

Em resumo

  • Servidor de Tacuru foi afastado após áudio com ameaça de envenenar água de indígenas circular no domingo (25).
  • Prefeitura abriu Processo Administrativo Disciplinar para investigar o funcionário.
  • Polícia Federal apura a origem e a veracidade das ameaças a pedido do Ministério dos Povos Indígenas.
  • Não há registro de contaminação da água na Aldeia Sassoró.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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