Flávio Bolsonaro entra nos EUA com autorização humanitária após descumprir ordem do STF
O senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami com a família utilizando um registro humanitário de um ano, ignorando determinação judicial de entrega de passaportes.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcando em Miami, na manhã desta quarta-feira (28) - Ricardo Arduengo/AFP · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28), utilizando um registro humanitário que permite sua permanência no país por um ano. A entrada do parlamentar, acompanhado de sua esposa e duas filhas, foi confirmada por documentos da agência alfandegária norte-americana, que classificou o ingresso como "DT", uma autorização de caráter humanitário e não um visto convencional.
A viagem ocorreu após uma série de movimentações que incluíram a saída do Brasil pela fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27) e uma escala no Equador. O episódio marca um desdobramento crítico na situação jurídica do senador, que é alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, incluindo apurações sobre o financiamento do filme "Dark Horse" e possíveis vínculos com a casa de apostas BestBet.
A saída do país contraria uma determinação direta do ministro Alexandre de Moraes, que havia ordenado o cancelamento de todos os passaportes em nome de Flávio e exigido a entrega dos documentos à Polícia Federal. Segundo informações da Folha de S.Paulo, o senador descumpriu a ordem judicial. A própria corporação já havia alertado o STF sobre o "risco concreto de evasão" do parlamentar, que na segunda-feira (26) ainda negava publicamente qualquer intenção de deixar o território nacional.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro entrou nos EUA com registro humanitário válido até outubro de 2027.
- O senador ignorou ordem do STF para entregar seus passaportes à Polícia Federal.
- O parlamentar é investigado por crimes financeiros e lavagem de dinheiro no Supremo.
Fonte: Folha de S.Paulo

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