Política · Segurança

Clima de perseguição: deputado eleito do PT é hostilizado em restaurante

Parlamentar Leonardo Grandini foi alvo de ofensas em público, enquanto o deputado Paulo Pimenta aciona autoridades contra listas de perseguição política.

Foto: - Reprodução vídeo Leonardo Grandini · Original e licença

O deputado estadual eleito Leonardo Grandini (PT-SP) foi alvo de uma abordagem agressiva enquanto almoçava em um restaurante. O parlamentar registrou o momento em vídeo, no qual uma mulher, visivelmente alterada, profere uma série de ofensas contra ele. Mantendo a postura, Grandini respondeu às provocações com ironia, comentando em suas redes sociais a impossibilidade de realizar uma refeição em paz.

O episódio ocorre em um cenário de crescente tensão política. O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), denunciou a existência de uma suposta articulação de apoiadores da extrema direita voltada à perseguição de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o parlamentar, circulam listas com nomes de profissionais e empresas que declararam apoio ao presidente, com o objetivo de promover boicotes e estimular demissões.

Diante da gravidade dos relatos, que incluem assédio moral e intimidação, Pimenta anunciou que acionou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. O objetivo é investigar a origem dessas listas e identificar se há um comando centralizado por trás das ações de assédio. O deputado reforçou que a prática de coagir eleitores ou trabalhadores por suas escolhas políticas é ilegal e deve ser combatida com rigor.

Vale lembrar que o assédio eleitoral é tipificado como crime pelo Código Eleitoral brasileiro. O artigo 301 prevê penas de até quatro anos de reclusão e multa para quem utiliza violência ou ameaça para interferir na liberdade de voto. O Ministério Público do Trabalho também monitora casos de discriminação política no ambiente corporativo, que podem gerar responsabilizações nas esferas trabalhista, civil e criminal.

Em resumo

  • O deputado Leonardo Grandini foi hostilizado por uma militante em um restaurante, registrando o caso em vídeo.
  • Paulo Pimenta denunciou a circulação de listas de perseguição contra eleitores de Lula e empresas apoiadoras.
  • O líder do governo acionou a PF e o MPF para investigar a possível coordenação dessas ações de intimidação.
  • O assédio eleitoral é crime previsto no Código Eleitoral, com pena de até quatro anos de prisão.

Fonte: Revista Fórum

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