Política · Justiça

Moraes aponta risco de fuga e justifica restrições a Flávio Bolsonaro

Ministro do STF determinou o cancelamento dos passaportes do senador, que deixou o país após o prazo estipulado pela Justiça.

Foto: Flávio Bolsonaro deixa a Superintendência da Polícia Federal em Brasília após visitar o pai. Foto: Reprodução · Original e licença

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como uma medida "lógica e natural" a proibição de saída do país imposta ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, assinada na última segunda-feira (26), atende a um pedido da Polícia Federal no âmbito de uma investigação que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.

A ordem judicial determinou o cancelamento e a entrega dos passaportes do senador. No entanto, Flávio Bolsonaro não cumpriu o prazo de 24 horas estabelecido pela Corte e deixou o território nacional. A Polícia Federal agora apura as circunstâncias dessa saída. Em sua fundamentação, Moraes destacou que as medidas cautelares são proporcionais e necessárias para o avanço das apurações, citando o risco concreto de evasão.

Para justificar o pedido, a Polícia Federal apresentou ao STF elementos que indicariam a possibilidade de fuga sob o pretexto de perseguição política. Entre os pontos levantados pelos investigadores, estão o poder econômico do senador, a existência de estruturas no exterior e uma declaração pública do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que sugeriu que o irmão deixasse o Brasil. Eduardo reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, mesmo país onde se encontra o advogado Willer Tomaz desde agosto de 2026.

Além disso, a investigação apura o destino de recursos enviados aos Estados Unidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, via doleiro Antonio Freixo. A suspeita é de que parte desses valores possa ter financiado a estadia de Eduardo Bolsonaro no exterior. Tanto Flávio Bolsonaro quanto Willer Tomaz negam a prática de qualquer irregularidade.

Em resumo

  • Alexandre de Moraes ordenou o cancelamento dos passaportes de Flávio Bolsonaro por risco de fuga.
  • O senador não entregou os documentos no prazo e saiu do Brasil.
  • A investigação apura lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.
  • A PF aponta que o senador possui recursos e conexões no exterior que facilitariam uma permanência prolongada fora do país.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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