Justiça

Justiça mantém goleiro Bruno atrás das grades após série de violações judiciais

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de liberdade do ex-goleiro Bruno Fernandes, que segue em regime fechado por descumprir condições impostas pela lei.

Foto: Bruno Fernandes Crédito: Divulgação · Original e licença

O ex-goleiro Bruno Fernandes continuará cumprindo sua pena em regime fechado. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do atleta. Os magistrados entenderam que não houve qualquer irregularidade na manutenção da prisão, delegando ao Juízo da Execução Penal a tarefa de recalcular o tempo de pena com base nas faltas cometidas pelo condenado.

A situação jurídica de Bruno se complicou após a Primeira Câmara Criminal do TJRJ revogar sua liberdade condicional em março. O Ministério Público fluminense listou uma série de irregularidades cometidas pelo ex-jogador, que incluíam viagens para fora do estado sem autorização judicial, como uma ida ao Acre para atuar em um clube de futebol, além de falhas constantes na atualização de seu endereço residencial.

Além das viagens irregulares, o órgão ministerial destacou que o condenado desrespeitou horários de recolhimento noturno e frequentou locais que estavam vetados pela Justiça, citando como exemplo a presença do ex-atleta em uma partida no Maracanã. Após um período foragido, Bruno foi recapturado em maio na Região dos Lagos.

O histórico criminal do ex-jogador remete ao ano de 2013, quando foi sentenciado a mais de 22 anos de reclusão. A condenação foi motivada pela participação na morte de Eliza Samudio, mãe de seu filho, em um caso que envolveu a privação de liberdade da vítima e a ocultação de seus restos mortais. Embora tenha alcançado o semiaberto em 2019 e a condicional em 2023, o descumprimento das normas impostas pelo Judiciário resultou no retorno ao cárcere.

Em resumo

  • O TJRJ negou o habeas corpus e manteve o ex-goleiro em regime fechado.
  • A revogação da liberdade condicional ocorreu devido a viagens não autorizadas e descumprimento de regras de monitoramento.
  • Bruno cumpre pena de 22 anos e três meses pela morte de Eliza Samudio.

Fonte: Brasil 247

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