Governo federal mobiliza órgãos contra onda de assédio eleitoral nas empresas
Após o segundo turno, Ministério Público do Trabalho contabiliza mais de mil denúncias de perseguição política; governo promete fiscalização rigorosa e estuda punições para patrões.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) foi inundado por 1.140 queixas de assédio eleitoral logo após o segundo turno das eleições, realizado no último domingo, dia 25. O volume de relatos, concentrado em apenas três dias, foi exposto nesta quarta-feira, 28 de outubro, durante um pronunciamento oficial em Brasília que reuniu diversas autoridades do governo federal.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, liderou a articulação com representantes do Tribunal Superior do Trabalho, da Advocacia-Geral da União, do Ministério Público Eleitoral e da pasta da Justiça. O objetivo central é frear a onda de constrangimentos e ameaças de demissão que têm como alvo trabalhadores por suas preferências políticas. Somando o acumulado de 2026, o MPT já soma mais de 3 mil registros de condutas abusivas no ambiente laboral.
Diante do cenário, o governo determinou que a fiscalização contra a discriminação política seja tratada como prioridade máxima em todos os estados e no Distrito Federal. A estratégia envolve convocar empresas para mesas de conciliação, buscando garantir a reintegração de funcionários demitidos indevidamente ou o pagamento de reparações financeiras. Quando a via administrativa não for suficiente, os casos serão encaminhados para a Justiça.
O governo também busca conter a disseminação de discursos que incentivam represálias nas redes sociais, mantendo diálogo com plataformas digitais. Além disso, Luiz Marinho confirmou que o Poder Executivo avalia a implementação de um cadastro de empregadores que cometeram assédio, uma espécie de lista pública para expor quem utiliza o poder econômico para perseguir o voto alheio.
Em resumo: - O MPT registrou 1.140 denúncias de assédio eleitoral nos três dias seguintes ao pleito. - O governo federal estabeleceu prioridade na fiscalização de casos de perseguição política em todo o país. - Está em análise a criação de uma lista de empregadores responsabilizados por assédio eleitoral.
Fonte: ICL Notícias

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