Política

IA e erros históricos: a confusa carta golpista de Flávio Bolsonaro

Ferramenta da Adobe detecta uso de inteligência artificial na criação de documento divulgado pelo senador, que também apresentou falhas em símbolos oficiais.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: Lula Marques/Agência Brasil · Original e licença

Uma carta de teor golpista divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (28) chamou a atenção não apenas pelo conteúdo, mas por evidências técnicas de sua produção. Segundo informações da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, a ferramenta Adobe Content Authenticity identificou que o arquivo em formato PDF foi gerado com o auxílio do modelo GPT-6, da OpenAI.

A tecnologia, que rastreia as chamadas 'Content Credentials', aponta que a inteligência artificial foi utilizada no processo de exportação do documento. É importante ressaltar, contudo, que o registro técnico não confirma se o texto em si foi redigido pela ferramenta, mas apenas que ela participou da formatação final do arquivo.

Além da marca da IA, o documento apresentou falhas de execução. Na versão inicial, o brasão da República utilizado estava defasado, remetendo ao período anterior a 1967, quando o país ainda adotava a grafia 'Estados Unidos do Brazil'. O texto também passou por ajustes de autoria: inicialmente, o senador se intitulava 'verdadeiro presidente eleito do Brasil', mas, em uma versão posterior, alterou a descrição para 'líder do Brasil'.

Em resumo

  • Ferramenta da Adobe detectou uso do modelo GPT-6 na exportação do PDF da carta de Flávio Bolsonaro.
  • O documento continha um brasão da República desatualizado, usado antes de 1967.
  • O senador alterou sua autodefinição no texto de 'presidente eleito' para 'líder do Brasil'.

Fonte: Brasil 247

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