Política

Câmara de SP abre comissão para investigar pedido de impeachment contra Ricardo Nunes

Vereadores paulistanos iniciam análise de denúncia contra o prefeito Ricardo Nunes por supostas irregularidades no transporte e pressão sobre servidores durante o segundo turno.

A Câmara Municipal de São Paulo deu início, nesta quarta-feira (28), aos trabalhos de uma Comissão Especial destinada a avaliar o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). O colegiado, composto por sete parlamentares, terá o prazo de dez dias para emitir um parecer sobre a viabilidade da denúncia, que aponta possíveis crimes de responsabilidade cometidos durante o segundo turno das eleições presidenciais.

O pedido, protocolado pelos vereadores Amanda Paschoal, Silvia da Bancada Feminista e Celso Giannazi, todos do PSOL, baseia-se em duas frentes principais. A primeira refere-se ao suposto descumprimento de uma ordem judicial que determinava a circulação integral da frota de ônibus no dia 25 de outubro. A segunda envolve denúncias de que servidores comissionados teriam sofrido pressão para atuar em atividades de campanha política, o que configuraria uso indevido da máquina pública.

Segundo apuração do ICL Notícias, a vereadora Amanda Paschoal vinculou a iniciativa à necessidade de responsabilização política diante da postura de aliados do bolsonarismo. A parlamentar afirmou que "Ricardo Nunes fez parte disso e agora não pode se esconder". A comissão, que se reúne pela primeira vez nesta quinta-feira (29), conta com os vereadores Rubinho, Major Palumbo, Helio, Luana, Kenji, Sandra Santana e Sandra Tadeu.

É importante ressaltar que a instalação deste grupo é uma etapa preliminar. Para que o processo de impeachment seja efetivamente aberto e uma Comissão Processante seja instaurada, a denúncia precisará do apoio de pelo menos 33 dos 55 vereadores da Casa, alcançando o quórum de três quintos exigido pela legislação.

Em resumo

  • A Câmara de SP instalou comissão para analisar denúncia contra o prefeito Ricardo Nunes.
  • As acusações envolvem falhas na frota de ônibus no segundo turno e pressão sobre servidores.
  • O colegiado tem dez dias para decidir se o pedido de impeachment deve seguir adiante.
  • A abertura de um processo formal depende da aprovação de 33 vereadores.

Fonte: ICL Notícias

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaFlávio Bolsonaro recorre a figuras históricas para justificar saída do país e ataques ao TSE