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Isolado e sob suspeita, Flávio Bolsonaro foge para os EUA após derrota eleitoral

Após perder as eleições, senador Flávio Bolsonaro utiliza passaporte italiano para deixar o Brasil e divulga carta com teor golpista, enfrentando isolamento de aliados.

Foto: Flávio Bolsonaro deixa o avião que o trouxe da Argentina até Miami, durante fuga do Brasil - Ricardo Arduengo /AFP · Original e licença

Em uma operação de fuga marcada por desencontros e desinformação, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, na última quarta-feira (28). Acompanhado da família, o parlamentar deixou o Brasil utilizando um passaporte italiano, ignorando uma determinação judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) que exigia a entrega de seus documentos nacionais devido ao risco de evasão.

Logo após a chegada, o senador divulgou uma carta de teor golpista na qual se autointitulava "verdadeiro presidente do Brasil". O texto, que passou por diversas edições e versões contraditórias — incluindo uma que grafava "Brazil" com "z" —, foi amplamente rejeitado por figuras centrais da direita brasileira. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, reforçaram a necessidade de respeitar o resultado das urnas, distanciando-se das alegações de fraude sem provas feitas pelo clã Bolsonaro.

A logística da fuga envolveu uma aeronave Gulfstream G400, operada pela empresa argentina Baires Fly, com escalas na Argentina e no Equador para evitar o espaço aéreo brasileiro. Embora a Polícia Federal tenha monitorado a movimentação, o senador não é considerado foragido, uma vez que não há mandado de prisão expedido contra ele. Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump confirmou a autorização de entrada, mas evitou se comprometer com a crise política brasileira.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro chegou aos EUA na quarta-feira (28) usando passaporte italiano para burlar ordem judicial.
  • O senador publicou cartas com teor golpista, sendo ignorado por aliados como Tarcísio de Freitas e Rogério Marinho.
  • A PF não considera o senador foragido, apesar da operação de fuga ter sido articulada para evitar o controle das autoridades brasileiras.

Fonte: Folha de S.Paulo

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