Política · Justiça

Dados da SPTrans revelam que gestão Nunes falhou em cumprir meta de ônibus no 2º turno

Documento oficial aponta que apenas 58,6% das viagens de ônibus previstas foram registradas por GPS em São Paulo durante o dia de votação.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB). Foto: Divulgação/Vittor Sales · Original e licença

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) enfrentou dificuldades para cumprir a determinação da Justiça Eleitoral de manter 100% da frota de ônibus em circulação durante o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, documentos da SPTrans enviados ao TRE-SP indicam que apenas 58,6% das viagens programadas foram efetivamente registradas pelo sistema de GPS.

Do total de 163.015 partidas previstas, o monitoramento identificou apenas 95.552, resultando em um déficit de 67.463 viagens, o que equivale a 41,4% da programação. O levantamento abrange todas as regiões da capital, sendo que a zona leste, área de maior demanda, registrou cerca de 35 mil viagens frente às 61,3 mil planejadas. O sistema atendeu aproximadamente 3,2 milhões de passageiros ao longo do dia.

Embora o prefeito tenha declarado anteriormente que 71% da frota esteve disponível, a prefeitura informou que aplicou mais de R$ 1 milhão em multas às empresas concessionárias pelo descumprimento das metas. A administração municipal sustenta que o planejamento foi baseado na demanda estimada e que órgãos como o Ministério Público não identificaram insuficiência crítica no transporte.

A questão do transporte público no dia da votação foi alvo de alertas constantes da Justiça Eleitoral, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União desde junho. As falhas no deslocamento em diversas cidades brasileiras chegaram a motivar uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que autorizou a extensão do horário de votação em seções que ainda possuíam eleitores na fila.

Em resumo

  • Apenas 58,6% das viagens de ônibus previstas foram monitoradas por GPS no segundo turno.
  • A Justiça Eleitoral havia exigido a operação com 100% da frota de dias úteis.
  • A prefeitura aplicou mais de R$ 1 milhão em multas às empresas por descumprimento da grade horária.
  • O sistema de transporte atendeu cerca de 3,2 milhões de passageiros no domingo de eleição.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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