Política · Justiça

Dados da SPTrans revelam que gestão Nunes descumpriu meta de frota no segundo turno

Documentos oficiais mostram que apenas 58,6% das viagens de ônibus previstas foram realizadas na capital paulista durante o dia de votação.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) falhou em cumprir a determinação da Justiça Eleitoral de manter 100% da frota de ônibus em circulação durante o segundo turno das eleições, realizado no último dia 25. Dados da SPTrans, enviados ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), revelam que apenas 58,6% das partidas programadas foram efetivamente realizadas.

Segundo o documento, de um total de 163.015 viagens previstas, apenas 95.552 foram monitoradas via GPS. A zona leste, região com maior densidade populacional, foi uma das mais impactadas, registrando apenas 35 mil das 61,3 mil partidas planejadas. O sistema transportou cerca de 3,2 milhões de passageiros ao longo do domingo, com o fluxo mais intenso concentrado entre 8h e 11h.

Em nota, a prefeitura informou que aplicou mais de R$ 1 milhão em multas às empresas concessionárias pelo descumprimento da meta. A gestão também argumentou que a comunicação oficial às viações sobre a obrigatoriedade da frota total ocorreu apenas entre 14h e 15h do sábado, véspera do pleito. O governo municipal ainda sustentou que o Ministério Público se manifestou contra o prosseguimento de ações populares sobre o tema.

A exigência de manter a frota em nível de dia útil já havia sido comunicada à prefeitura meses antes por órgãos como o TRE-SP, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União, em conformidade com diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF). A falha no transporte público em diversas cidades levou o ministro Cristiano Zanin a estender o horário de votação no dia do pleito.

Em resumo

  • Apenas 58,6% das viagens de ônibus previstas foram realizadas na capital paulista.
  • A prefeitura comunicou as empresas sobre a obrigatoriedade da frota total na véspera da eleição.
  • A SPTrans aplicou R$ 1 milhão em multas às viações pelo descumprimento da ordem judicial.

Fonte: ICL Notícias

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