Política · Justiça

Câmara de SP abre comissão para investigar pedido de impeachment contra Ricardo Nunes

Vereadores da capital paulista iniciam análise de denúncia contra o prefeito por supostas irregularidades no transporte público e uso da máquina administrativa.

Foto: Crédito: Reprodução/TV Globo | Prefeitura SP · Original e licença

A Câmara Municipal de São Paulo oficializou, nesta quarta-feira (28), a criação de uma comissão especial destinada a avaliar o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A denúncia, protocolada pela bancada do PSol, coloca sob escrutínio a conduta da gestão municipal durante o segundo turno das eleições presidenciais.

O colegiado, composto por sete parlamentares, terá o prazo de dez dias para apresentar um parecer sobre a admissibilidade do processo. A composição da comissão, que conta com cinco nomes alinhados ao governo e apenas dois da oposição, é vista nos bastidores como um indicativo de que o pedido pode enfrentar dificuldades para avançar, caminhando para um possível arquivamento.

Entre os pontos centrais da acusação, apresentada pelos vereadores Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, está o suposto descumprimento de uma ordem do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Segundo informações divulgadas pelo jornalista Demétrio Vecchioli, do portal Metrópoles, apenas 71,7% da frota de ônibus circulou no dia da votação, apesar da determinação judicial para operação integral.

Além da questão do transporte, a denúncia aponta o uso da estrutura da prefeitura para favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro. O texto cita uma reunião com cerca de 300 servidores municipais, onde teria sido solicitada a participação em atos políticos e o engajamento em redes sociais em prol do candidato. O Ministério Público do Trabalho chegou a intervir, exigindo orientações sobre práticas vedadas aos funcionários públicos.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo refutou as irregularidades. A administração declarou que orientou as concessionárias a manterem 100% da frota nas ruas e que eventuais falhas operacionais serão apuradas contratualmente. A gestão também afirmou que a notificação judicial foi recebida com pouco tempo hábil para uma reorganização completa do sistema.

Em resumo

  • A Câmara de SP formou comissão de sete vereadores para analisar o pedido de impeachment de Ricardo Nunes.
  • A denúncia do PSol foca na redução da frota de ônibus no segundo turno e no suposto assédio eleitoral a servidores.
  • A comissão tem dez dias para decidir se o processo segue para votação em plenário.
  • A prefeitura nega as acusações e afirma que determinou a operação integral dos ônibus.

Fonte: Brasil 247

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