O papel decisivo da juventude na vitória de Lula em 2026
Artigo analisa como a mobilização estudantil e a atuação da UNE foram fundamentais para a virada eleitoral e a vitória de Lula nas urnas.

Foto: - Ato em apoio à reeleição de Lula na Candelária. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil · Original e licença
Logo após o primeiro turno das eleições de 2026, as universidades brasileiras tornaram-se polos de intensa articulação política. Em menos de 24 horas, assembleias estudantis começaram a ser convocadas em todo o país, iniciando um movimento que rapidamente transbordou os muros das instituições de ensino para ocupar as ruas e as redes sociais.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) formalizou seu apoio à reeleição de Lula em 13 de outubro, institucionalizando um sentimento que já ganhava força entre os jovens. Dados da pesquisa BTG/Nexus daquele período indicaram um salto na preferência do eleitorado de 16 a 24 anos, com Lula alcançando 57% das intenções de voto, superando os 39% de Flávio Bolsonaro.
A estratégia combinou a disputa de narrativas no ambiente digital com brigadas presenciais em locais de grande circulação, como terminais de ônibus e portas de fábrica. A mobilização culminou em grandes jornadas nacionais nos dias 18 e 24 de outubro. A tentativa da campanha de Flávio Bolsonaro de barrar a atuação da presidenta da UNE, Bianca Borges, e de outros dirigentes via TSE foi frustrada, com o tribunal negando a liminar solicitada.
Com a conquista de mais de 64 milhões de votos, Lula garantiu seu quarto mandato em um cenário de desafios legislativos, marcado por um Congresso com bancadas de direita fortalecidas. O movimento estudantil agora projeta a continuidade dessa organização popular como ferramenta essencial para pressionar por pautas sociais e garantir a governabilidade nos próximos anos.
Em resumo
- A UNE oficializou o apoio a Lula em 13 de outubro, impulsionando a mobilização estudantil nacional.
- Lula atingiu 57% das intenções de voto entre jovens de 16 a 24 anos, segundo pesquisa BTG/Nexus.
- O TSE negou pedido da campanha de Flávio Bolsonaro contra lideranças estudantis.
- O novo Congresso eleito apresenta um perfil conservador, exigindo, segundo a entidade, maior participação popular.
Fonte: Revista Fórum

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