Parlamentar italiano exige explicações sobre cidadania de Flávio Bolsonaro
Deputado Angelo Bonelli questiona governo da Itália sobre possível tratamento privilegiado na concessão de cidadania aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foto: Flávio Bolsonaro desembarca de avião em Miami - Eva Marie Uzcategui/Reuters · Original e licença
O deputado italiano Angelo Bonelli protocolou um pedido formal de esclarecimentos ao governo da Itália sobre os critérios utilizados na concessão de cidadania aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar busca entender se Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro foram beneficiados por um tratamento preferencial na Embaixada da Itália em Brasília, em detrimento de milhares de outros requerentes que aguardam na fila por anos.
A suspeita de irregularidades ganha força diante do contraste entre a agilidade do processo dos irmãos Bolsonaro e a realidade enfrentada por outros descendentes, que chegam a esperar uma década para obter o reconhecimento. Segundo dados oficiais, Flávio e Eduardo iniciaram a tramitação em 2022, apenas nove dias após a derrota eleitoral do pai, e obtiveram o documento em 2023. O processo de Carlos foi concluído em 2024.
O questionamento de Bonelli, apresentado nesta quarta-feira (28), também aborda o uso do passaporte italiano por Flávio Bolsonaro em deslocamentos internacionais, incluindo uma passagem pela Argentina. O deputado traça um paralelo com o caso da ex-deputada Carla Zambelli, que também utilizou o documento italiano após enfrentar problemas com a Justiça brasileira.
Em sua interpelação, Bonelli destaca a necessidade de transparência: "Parece necessário verificar se os filhos do ex-presidente Bolsonaro foram convocados respeitando a ordem cronológica da lista de espera". O governo italiano deverá responder aos questionamentos no plenário da Câmara, embora ainda não haja um prazo definido para a manifestação oficial.
Em resumo
- O deputado Angelo Bonelli questiona se houve privilégios na concessão de cidadania aos filhos de Bolsonaro.
- Flávio e Eduardo obtiveram o documento em 2023, enquanto Carlos foi contemplado em 2024.
- O parlamentar aponta que o passaporte italiano tem sido utilizado por figuras políticas brasileiras para evitar a justiça nacional.
Fonte: Folha de S.Paulo

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