Sâmia Bomfim articula PEC para blindar soberania digital e regular big techs
Deputada Sâmia Bomfim apresenta proposta para incluir soberania digital na Constituição, visando maior controle sobre dados e algoritmos frente às eleições de 2026.

Foto: - Sâmia Bomfim (PSOL) Imagem: Fotoarena/Folhapress · Original e licença
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) protocolou nesta quarta-feira (28) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa instituir a soberania digital como um princípio constitucional brasileiro. O texto busca garantir que o Estado tenha controle efetivo sobre infraestruturas, dados e serviços digitais estratégicos, blindando o país contra interferências de governos e corporações estrangeiras.
A iniciativa propõe alterações nos artigos 21 e 22 da Constituição e a criação do artigo 219-C. Entre as medidas centrais, estão a exigência de transparência em algoritmos e sistemas de inteligência artificial, a fiscalização rigorosa das big techs e o incentivo ao desenvolvimento de tecnologias nacionais, com preferência por softwares de código aberto. A parlamentar defende que o país precisa de capacidade própria para gerir dados públicos e infraestruturas críticas.
Na justificativa da proposta, a deputada aponta os riscos à autonomia nacional observados nas eleições de 2026. O documento cita a influência de plataformas estrangeiras na circulação de informações e a necessidade de evitar que decisões tomadas fora do Brasil impactem o debate público e a integridade do pleito. A parlamentar declarou que pretende "coletar assinaturas e seguir o debate com especialistas".
Para que a PEC inicie sua tramitação no Congresso Nacional, Sâmia Bomfim precisa reunir o apoio de, no mínimo, 171 deputados. Caso avance, a proposta prevê a criação de um órgão regulador com participação da sociedade civil e estabelece um prazo de um ano para a regulamentação da nova política de soberania digital.
Em resumo
- A PEC da Soberania Digital busca proteger dados e infraestruturas estratégicas de ingerência estrangeira.
- O texto exige transparência de algoritmos e fiscalização sobre as big techs.
- A justificativa destaca a proteção do debate eleitoral de 2026 contra decisões unilaterais de plataformas digitais.
- A proposta necessita de 171 assinaturas para começar a tramitar na Câmara dos Deputados.
Fonte: Revista Fórum

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