Pequim blinda soberania brasileira enquanto Trump questiona nossas eleições
Enquanto o governo chinês reafirma respeito à vontade das urnas, o presidente americano levanta suspeitas infundadas sobre o pleito. Em meio à crise, o senador Flávio Bolsonaro descumpre ordem judicial e deixa o país rumo aos Estados Unidos.

Foto: 20.11.2024 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a 14.07.2024 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, no Palácio da Alvorada. Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert/PR Crédito: Ricardo Stuckert/PR · Original e licença
O governo da China manifestou publicamente seu reconhecimento à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando que a autodeterminação do eleitorado brasileiro deve ser respeitada. A declaração, feita pelo porta-voz da chancelaria chinesa, Guo Jiakun, serviu como um contraponto direto às falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem questionado a lisura do processo eleitoral brasileiro sem apresentar qualquer prova que sustente suas alegações.
A postura de Trump tem sido marcada por contradições. Durante o primeiro turno, quando o cenário era favorável ao senador Flávio Bolsonaro, o republicano chegou a exaltar a rapidez da apuração brasileira. Contudo, após a virada de Lula, o presidente americano passou a classificar o pleito como uma situação negativa e corrupta. Trump também direcionou críticas a uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que ampliou o horário de votação, embora tenha ressaltado que não pretende intervir diretamente na política interna do Brasil.
Paralelamente ao embate diplomático, o senador Flávio Bolsonaro concretizou sua saída do território nacional. Mesmo sob uma ordem do ministro Alexandre de Moraes que determinava o cancelamento de seus passaportes e a entrega de documentos de viagem, o parlamentar evadiu-se do país. Ele atravessou a fronteira terrestre com a Argentina utilizando um passaporte italiano e, posteriormente, seguiu em um jato particular até Miami, evitando o espaço aéreo brasileiro.
Relatos indicam que a operação de saída do senador contou com suporte logístico de aliados, incluindo a participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio. A administração de Trump confirmou que concederia vistos para o senador e seus familiares, mesmo diante das restrições judiciais impostas pela justiça brasileira.
Em resumo: - A China reafirmou o respeito à soberania popular brasileira e à eleição de Lula. - Donald Trump passou a atacar a integridade das urnas brasileiras após a derrota de seu aliado, sem exibir evidências. - Flávio Bolsonaro ignorou ordens judiciais de restrição de viagem e fugiu para os Estados Unidos via Argentina com passaporte estrangeiro.
Fonte: Brasil 247

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