Política · Justiça

Com clã sob pressão judicial, família Bolsonaro renova presença no Congresso para 2027

Após derrota na disputa presidencial, família Bolsonaro mantém representação no Legislativo com novos mandatos no Senado e na Câmara a partir de 2027.

Foto: - Imagem: Renato, Carlos, Renan e Michelle Bolsonaro/Montagem: Fórum · Original e licença

O cenário político brasileiro passará por uma reconfiguração a partir de 2027, com a família Bolsonaro mantendo assentos no Congresso Nacional, apesar da derrota de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por envolvimento em trama golpista.

Com Flávio fora do país e sem mandato eletivo após o fim de sua atual legislatura, a representação da família no Legislativo federal será exercida por quatro novos nomes. No Senado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) assume uma cadeira após conquistar 938.496 votos. Ao seu lado, Carlos Bolsonaro (PL-SC) deixa a política municipal carioca para ocupar uma vaga na Casa Alta, eleito com 2.041.840 votos em Santa Catarina.

Na Câmara dos Deputados, a presença da família será garantida por Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que obteve 131.555 votos, e por Renato Bolsonaro (PL-SP), irmão do ex-presidente, que somou 379.312 votos no estado de São Paulo. Por outro lado, Rogéria Bolsonaro não obteve êxito em sua tentativa de chegar à Câmara, recebendo 65.496 votos.

A nova composição parlamentar ocorre em um momento de isolamento político de Flávio Bolsonaro, que, segundo relatos, encontra-se nos Estados Unidos e enfrenta investigações por suspeitas de crimes financeiros. O senador, que deixará o cargo em fevereiro de 2027, chegou a divulgar uma carta contestando o resultado das urnas, postura que gerou críticas internas no PL.

Em resumo

  • Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro foram eleitos para o Senado Federal.
  • Jair Renan Bolsonaro e Renato Bolsonaro conquistaram cadeiras na Câmara dos Deputados.
  • Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial e Jair Bolsonaro cumpre pena por condenação judicial.

Fonte: Revista Fórum

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