Confiança da indústria brasileira cresce em outubro, mas pessimismo ainda domina o setor
Levantamento da CNI aponta melhora nas expectativas dos empresários industriais, embora a maioria dos segmentos e regiões ainda permaneça com indicadores abaixo da zona de confiança.

Foto: Indústria automotiva Crédito: Aquiles Lins · Original e licença
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou avanço em 27 dos 29 setores analisados durante o mês de outubro. Apesar da disseminação do otimismo, o cenário ainda é de cautela: a maior parte dos segmentos industriais segue operando com níveis de confiança abaixo dos 50 pontos, marca que separa o otimismo do pessimismo.
Segundo a CNI, o resultado foi impulsionado por uma melhora nas expectativas dos empresários para os próximos meses, tanto no que diz respeito ao desempenho de suas próprias companhias quanto à trajetória da economia nacional. Contudo, a avaliação sobre as condições atuais permanece negativa, o que freia uma recuperação mais robusta do indicador.
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, destacou que o avanço do ICEI reflete perspectivas mais favoráveis para a atividade industrial. No entanto, ele ponderou que a avaliação das condições atuais ainda segura a confiança, mantendo o pessimismo disseminado em boa parte dos setores, portes e regiões.
Em termos de porte, as grandes indústrias foram as únicas a retornar ao campo positivo, atingindo 50,2 pontos. Já as pequenas e médias empresas, embora tenham registrado crescimento, permanecem na zona de pessimismo, com 48 e 47,7 pontos, respectivamente. Regionalmente, apenas o Nordeste (53,1 pontos) e o Centro-Oeste (51,9 pontos) apresentam confiança acima do limite de 50 pontos.
Em resumo
- O ICEI subiu em 27 dos 29 setores pesquisados, mas apenas oito alcançaram pontuação positiva.
- Grandes indústrias voltaram ao otimismo, enquanto pequenas e médias seguem pessimistas.
- Nordeste e Centro-Oeste são as únicas regiões com confiança acima de 50 pontos.
- A pesquisa ouviu 1.626 empresas entre os dias 1º e 13 de outubro.
Fonte: Brasil 247

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