PF aponta esquema de fraudes entre Banco Master e BRB e indicia 15 pessoas
Relatório da Polícia Federal detalha supostas operações irregulares envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília, com indiciamento de executivos e ex-dirigentes.

Foto: - Foto: Divulgação/Banco Master/BRB · Original e licença
A Polícia Federal concluiu, nesta quinta-feira (29), o relatório que aponta o envolvimento de 15 pessoas em um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Entre os indiciados estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ambos detidos preventivamente desde o primeiro semestre de 2026.
Segundo as investigações, o núcleo do esquema utilizava a empresa Tirreno — descrita pela PF como uma entidade sem estrutura operacional ou patrimônio compatível — para realizar a venda de carteiras de crédito ao BRB. O relatório detalha que a estrutura contava com diferentes níveis de atuação, desde a coordenação estratégica, atribuída a Vorcaro, até a execução financeira e a elaboração de documentos por parte de executivos e advogados.
O documento da PF elenca as responsabilidades de cada um dos 15 envolvidos, incluindo diretores do Master e ex-membros da diretoria do BRB. O advogado do Banco Master, Daniel Lopes Monteiro, é citado pelos investigadores por sua atuação na estrutura jurídica do negócio, com movimentações financeiras sob suspeita que chegariam a R$ 86 milhões.
As defesas dos investigados têm contestado as conclusões da Polícia Federal. Representantes de Daniel Vorcaro classificaram o indiciamento como "precipitado", enquanto a defesa de Paulo Henrique Costa sustenta que o ex-presidente do BRB não tinha conhecimento de eventuais irregularidades. Outros citados alegam que suas funções eram estritamente técnicas ou que apenas cumpriam ordens superiores.
Em resumo
- A PF indiciou 15 pessoas por suspeitas de crimes financeiros entre o Banco Master e o BRB.
- Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa são apontados como líderes do esquema.
- A investigação aponta o uso da empresa Tirreno para viabilizar as operações suspeitas.
- O indiciamento não configura condenação e as defesas negam as irregularidades.
Fonte: Revista Fórum

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