PT alerta para manobras de Flávio Bolsonaro nos EUA e convoca militância para posse de Lula
Executiva Nacional do PT aprova resolução que monitora postura de Donald Trump e organiza mobilização popular para a posse presidencial em janeiro.

Foto: Lula e Edinho participam de encontro nacional do PT - Pedro Ladeira - 3.ago.25/Folhapress · Original e licença
A Executiva Nacional do PT aprovou, nesta quinta-feira (29), uma resolução política que coloca o partido em estado de alerta sobre a postura do presidente americano, Donald Trump, em relação à reeleição de Lula. O documento destaca a necessidade de vigilância diante da presença de Flávio Bolsonaro em território estadunidense, após o candidato derrotado ter deixado o Brasil.
O texto aprovado pelo partido enfatiza que o país não tolerará interferências estrangeiras em sua democracia. A preocupação central da cúpula petista é que Flávio Bolsonaro, aliado de Trump, tente sabotar a relação diplomática entre o governo brasileiro e a Casa Branca, buscando provocar atritos desnecessários entre Lula e o líder americano.
Apesar das tensões, fontes próximas ao presidente reeleito indicam que Lula não pretende se indispor com Trump por conta das movimentações de seu adversário. A avaliação interna é de que a fuga de Flávio Bolsonaro para o exterior tende a desorganizar a oposição e dispersar sua base eleitoral, o que, na prática, favorece o governo petista.
Além da análise geopolítica, a resolução reconhece o papel fundamental de forças políticas externas à esquerda na vitória eleitoral e reforça a necessidade de manter o diálogo com diferentes setores da sociedade, incluindo o campo religioso. O partido também convocou sindicatos e movimentos sociais para organizar caravanas rumo a Brasília para a posse de Lula, marcada para o dia 5 de janeiro.
Em resumo
- O PT monitora a relação entre Donald Trump e Flávio Bolsonaro, temendo sabotagem diplomática.
- O partido reafirma a soberania nacional contra interferências externas na democracia brasileira.
- A legenda convocou a militância e movimentos sociais para a cerimônia de posse em 5 de janeiro.
- A resolução reconhece a importância de alianças amplas para a vitória de Lula nas urnas.
Fonte: Folha de S.Paulo

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