Economia

Contas públicas mostram resiliência com queda no déficit, apesar de pressão regional

Dados do Banco Central revelam que o setor público consolidado reduziu o rombo fiscal em setembro de 2026, mesmo com resultados negativos vindos de estados e empresas estatais.

Foto: Banco Central Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença

O setor público brasileiro fechou o mês de setembro de 2026 com um déficit primário de R$ 5,497 bilhões, conforme informou o Banco Central nesta quinta-feira. Embora o número tenha frustrado as previsões do mercado financeiro, que trabalhava com a expectativa de um superávit de R$ 2,7 bilhões, o cenário fiscal aponta para uma trajetória de alívio em comparação aos meses e anos anteriores.

A análise dos dados revela que o governo central, que engloba o Tesouro, o Banco Central e o INSS, conseguiu manter as contas no azul, registrando um superávit de R$ 3,469 bilhões. No entanto, esse esforço foi neutralizado por outras esferas da administração pública. O conjunto formado por estados e municípios apresentou um saldo negativo de R$ 5,573 bilhões, sendo que, isoladamente, os estados foram responsáveis por um déficit de R$ 6,260 bilhões, enquanto as prefeituras conseguiram um superávit de R$ 687 milhões.

Além do peso das contas regionais, o balanço foi impactado pelo desempenho das empresas estatais, que registraram um déficit de R$ 3,393 bilhões no período. Apesar desses obstáculos, o resultado consolidado de setembro representa uma melhora significativa frente ao rombo de R$ 10,012 bilhões observado em agosto e ao déficit de R$ 17,452 bilhões registrado no mesmo mês de 2025.

Em resumo: - O setor público consolidado teve déficit de R$ 5,497 bilhões em setembro, abaixo do esperado pelo mercado. - O governo central alcançou superávit de R$ 3,469 bilhões, mas o saldo foi pressionado por estados e estatais. - O resultado fiscal apresenta melhora em relação a agosto de 2026 e setembro de 2025.

Fonte: Brasil 247

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